22/08

A próxima edição dos “Concerts du Bon Vivant” com o Trio Arandela de música barroca

Boas Novas

O bistrô mais francês da capital mineira já inovou ao ter convidado várias vezes formações de música clássica, passando a ser o único restaurante oferecendo concertos de música de câmara em Belo Horizonte. Estes concertos são mensais, geralmente na ultima semana de cada mês. Nesta edição do dia 29, apresentaremos um concerto de música barroca.

Mas… o que é exatamente a música barroca?

Na Itália, pátria das artes desde a época do Renascimento (séc. XV), nasceu por volta do início do século XVII um novo estilo chamado de “barroco”, que significava “pérola de forma irregular” e era pejorativo, designando qualquer criação que saia das normas estabelecidas. O nome foi usado para um estilo arquitetônico, de pintura, e também musical.

Antes, a música do Renascimento era principalmente vocal e os instrumentos tinham uma mera função de acompanhamento. Foi a música barroca que deu pela primeira vez importância aos instrumentos, com um aprimoramento notável das melodias e das harmonias (os acordos e a sucessão de acordos). Ela prefigurou o estilo clássico (mais conhecido do público) que teve início com Haydn, Mozart e Beethoven (no final do século XVIII).

A viola da gamba, o cravo e o traverso, instrumentos tocados pelo trio Arandela

O programa

Jean-Baptiste Loeillet (1688 – 1720): Sonatas I, VII e VIII

Georg Philipp Telemann (1681 – 1767): Partita nº2

Joseph Bodin de Boismortier (1689 – 1755): Sonatas I, II e VI

Johann Joachim Quantz (1697 – 1773): Sonatas I e V

Diogenio Bigaglia (1676 – 1745): Sonatas I e V

Giovanni Antonio Canuti (1680 – 1739): Sonata em Ré maior

O Grupo Arandela de Música Barroca

De esquerda para a direita: André Salles-Coelho (traverso), Marcelo França (cravo) e Eduardo Fonseca (viola da gamba)

Formado em 2009 e com uma extensa trajetória musical, o Grupo Arandela de Música Barroca se dedica exclusivamente à pesquisa, interpretação e divulgação do repertório barroco.

O diferencial do grupo está na utilização dos instrumentos: o traverso (uma flauta “barroca”), a viola da gamba (parecida com um violoncelo) e o cravo (o ancestral do piano) são réplicas dos instrumentos utilizados nessa época. Essa particularidade em relação aos instrumentos e o requinte na interpretação das músicas recria uma sonoridade única, muito próxima a qual as pessoas daquela época ouviam. Também traz ao ambiente de concerto uma atmosfera bastante peculiar: ouvir uma obra barroca de um grande compositor do período como Bach ou Haendel em instrumentos para os quais as músicas foram compostas provoca uma experiência única, rara e nova: uma viagem no tempo através de um espetáculo singular, agradável e transcendente – uma música tão pura que é capaz de atingir a alma e o intelecto das pessoas mais sofisticadas. O grupo se apresenta regularmente em teatros, igrejas, auditórios e locais diversos em Belo Horizonte e em várias cidades de Minas Gerais como Tiradentes, Ouro Preto, Curvelo, Prados, São João Del Rei, Itabira entre outras.

André Salles-Coelho, no traverso, é Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFMG e Bacharel em Comunicação Social pela Puc – MG. Estudou flauta transversal na Escola de Música da UFMG de 1989 à 1997, na classe do professor Artur Andrés. Desde 2003, é integrante do grupo acompanhador do Festival Internacional de Corais de Belo Horizonte, do Coral da Universidade Fumec e do Coral Vila dos Sonhos. Desde 2007 se dedica à pesquisa e interpretação da flauta tranversal barroca. Além de professor de flauta, apreciação e crítica musical, André é também compositor e escreveu trilhas sonoras de vários filmes e corta-metragens.

Marcelo França, no cravo, iniciou seus estudos no Cefart, com aulas de bateria e piano. Atualmente se dedica à música antiga sendo aluno de Ingrid Hollerbach. É integrante da Orquestra 415 de Música Antiga

Eduardo Fonseca, na viola da gamba, é formado em Regência pela Escola de Música da UFMG, e participa constantemente de importantes festivais de Musica: Semana de Musica Antiga UFMG, Oficina de Música Antiga de Curitiba, Festival Internacional de Música Colonial Brasileira de Juiz de Fora, etc.  Eduardo é regente Titular do Coral Canto da Paz, da Igreja Luterana de Belo Horizonte, pesquisador da Música Barroca, de performance e interpretação, e é constantemente convidado a participar dos grupos musicais Seconda Pratticca, Camerata Lusittanna e Academia Velazquiana de Música Antiga.  Atualmente trabalha como Gambista, Regente, Flautista doce e Professor de História da Música.

Informações práticas

O restaurante abre as portas às 19h30 e o inicio do concerto é previsto as 20h00. O couvert artístico é de R$ 25,00 por pessoa, podendo ser pago na hora do show. Porém, os “Concerts du Bon Vivant” costumam lotar com antecedência e a maioria dos nossos “aficionados” preferem reservar. As reservas podem ser feitas por telefone, e também através do Sympla.

Durante o concerto, o restaurante funcionará com seu cardápio normal.

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