escargot

17/08

5 curiosidades sobre os escargots que você precisa saber

Bon Appétit!

Como surgiu o hábito de comer escargot? Como será que esse prato tão exótico e tradicional se popularizou? Será mais uma daquelas esquisitices dos franceses essa história de comer escargots? Nem tanto! No post de hoje, separamos algumas curiosidades bem legais sobre a iguaria. Confira só:

Uma comida milenar

Algumas buscas arqueológicas mostraram que na Espanha, desde a pré-história, o bichinho já fazia sucesso. Mais de 1.500 conchas de animais, todos adultos (o que mostra que uma seleção já estava sendo operada para eliminar os mais jovens e menores), foram encontrados num só local.

Cozidinho e tudo mais

E tem mais, desde aquela época eles já eram consumidos cozidos, pois os arqueólogos encontraram vestígios de fogo e carvão próximo a conchas, além de alecrim.

escargot

Império de escargot

Os primeiros a produzir escargots em larga escala foram… Adivinha? Os romanos — para variar! Os bichos eram parqueados em espaços fechados com pequenos montes de pó de madeira e de cinzas, para que eles não pudessem escalar, até chegarem ao estágio adulto.

Na época, a sensação era consumi-los fritos ou grelhados, após uma estadia numa vasilha de leite, e acompanhá-los com uma taça de vinho.

Eles faziam o papel de sobremesa e assim ganharam fama em todas as províncias conquistadas pelo império. Mas, curiosamente, só a França pegou realmente gosto pelo gastrópode.

Quanta heresia…

Nos primórdios do catolicismo na França, os escargots começaram a perder fama, pois a Igreja os considerava impuros: eles rastejavam. Mas, conforme vários períodos de fome se instalaram na Europa, os pobres e camponeses decidiram prosseguir com o seu consumo sem respeitar as orientações religiosas. Por volta do século XVI, sob pretexto que a carne do escargot é magra, assim como a da rã e das tartarugas, a Igreja voltou a incentivar o consumo durante os períodos de quaresma.

Daí em diante, a iguaria começou a ser bastante consumida nos monastérios e conventos, mas voltou aos poucos ao esquecimento no resto do país.

Amanteigado da corte

Precisou dos poderosos darem o empurrão final para o escargot se tornar um clássico: em 1814, o conde de Talleyrand, ministro das relações exteriores do rei Luís XVIII, se reuniu com o Czar Alexandre I para um jantar. O cozinheiro em serviço era ninguém menos que Antonin Carême — famoso borgonhês conhecido por ter sido um dos primeiros a registrar em livros as receitas da culinária francesa. Entretanto, houve um problema de abastecimento de comida para a ocasião e a única opção válida de entrada utilizada foram os escargots. Achando a carne um pouco rústica demais para os príncipes, o chef teve a ideia de colocar alho para disfarçar o sabor, salsa bem verde para dar vontade e manteiga para “engolir” mais facilmente e pronto! Foi um sucesso só.

Aqui no Au Bon Vivant, a receita da nossa chef, Silvana Watel, segue à risca a do Antonin Carême. Venha experimentar!

E aí, curtiu saber algumas curiosidade sobre escargot? Compartilhe com os amigos e fique de olho no blog.

Comentário para: Philippe Watel Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.

  1. Carlos Alberto Funcia disse:

    Silvana Watel tem historia e tradição no preparo de iguarias
    Com os escargots nacionais , oferecidos no padrão internacional, não poderia ser diferente
    Parabéns e muito sucesso

  2. giuseppe cuccia disse:

    Adorei a historinha, mas mais ainda adoro “le chiocciole”, Lamento que sejam tão difíceis de achar e tão caras, pois não se justificam estes preços.

    • Philippe Watel disse:

      É verdade. Tentamos cria-los por conta própria, mas o processo de preparação antes do cozimento é tão demorado que desistimos. Por enquanto os melhores que encontramos são criados em São Paulo ou Santa Catarina. O preço não sai barato, de verdade. Como o mercado é extremamente reduzido, o preço ainda fica alto…!

  3. Marinalva Santos disse:

    Estou curiosa para conhecer o restaurante e degustar essa famosa iguaria.

TAGS

Amuse Bouche - Au Bon Vivant - bolinho francês - cannelé - Cardápio novo - carne de rã - Chef - culinária - culinária francesa - entender os rótulos dos vinhos franceses - ervas - Ervas Dei Falci - escargot - gastronomia francesa - harmonização - novo cardápio - - receita - receita de steak tartare - Silvana Watel - sopa de cebola - sopa de cebola francesa - sopa de cebola original - steak tartare - Taça de vinho - terroir - Vinho - vinho tinto com peixe - vinhos - vinhos franceses

Posts relacionados

Como chegar